Segundo Ernesto Kenji Igarashi, os processos de seleção e avaliação de profissionais para equipes de segurança e proteção representam uma das etapas mais sensíveis da segurança institucional. A qualidade da atuação em campo está diretamente relacionada às escolhas feitas antes mesmo do início das operações, quando ainda se definem perfis, competências e limites de responsabilidade.
Equipes eficientes não são resultado apenas de treinamentos posteriores, mas de critérios rigorosos aplicados desde o ingresso do profissional. Ainda que equipamentos, protocolos e tecnologia sejam relevantes, são as pessoas que interpretam cenários, tomam decisões sob pressão e representam a instituição em ambientes críticos. Acompanhe a leitura e compreenda como esses processos se estruturam de forma técnica e responsável.
Definição de perfis operacionais e requisitos iniciais
Inicialmente, a seleção de profissionais para equipes de proteção exige definição clara de perfis operacionais. Ernesto Kenji Igarashi ressalta que não existe um modelo único de agente ideal, mas sim combinações de competências ajustadas ao tipo de missão e ao perfil da autoridade protegida.
Além disso, requisitos físicos e técnicos, embora indispensáveis, não devem ser analisados isoladamente. Em paralelo, aspectos como histórico profissional, postura ética e capacidade de trabalho em equipe precisam integrar os critérios iniciais de triagem. Processos bem estruturados evitam contratações baseadas apenas em experiência prévia ou indicações informais. Assim sendo, a definição criteriosa de perfis reduz riscos futuros e fortalece a coerência operacional da equipe desde sua formação.
Avaliação psicológica e comportamental dos candidatos
A avaliação psicológica ocupa papel central na seleção de profissionais de proteção. Na visão de Ernesto Kenji Igarashi, atuar sob pressão constante exige equilíbrio emocional, autocontrole e capacidade de julgamento proporcional, sobretudo em ambientes de alta visibilidade.

Além disso, análises comportamentais permitem identificar padrões de reação diante de estresse, frustração e autoridade hierárquica. Consequentemente, torna-se possível antecipar como o profissional tende a agir em situações críticas. Ainda que habilidades técnicas possam ser desenvolvidas com treinamento, características comportamentais mal avaliadas comprometem toda a operação.
Testes técnicos, táticos e tomada de decisão
Os testes técnicos e táticos complementam a avaliação comportamental, permitindo observar o desempenho prático dos candidatos. Ernesto Kenji Igarashi evidencia que não basta conhecer protocolos; é necessário aplicá-los com clareza, disciplina e adaptação ao contexto.
Além do mais, simulações operacionais revelam capacidade de leitura de ambiente, comunicação sob pressão e tomada de decisão em tempo reduzido. Em contrapartida, avaliações exclusivamente teóricas tendem a mascarar limitações que surgem apenas na prática. Nesse sentido, exercícios realistas, ainda que controlados, aproximam o processo seletivo das exigências reais da função.
Avaliação contínua e acompanhamento de desempenho
A seleção não se encerra no ingresso do profissional. Conforme sustenta Ernesto Kenji Igarashi, a avaliação contínua é indispensável para manter padrões elevados de atuação ao longo do tempo. Além disso, o desempenho em missões reais, treinamentos e atividades de apoio oferece dados valiosos para ajustes individuais e coletivos.
Como resultado, a equipe evolui de forma orgânica, corrigindo falhas antes que se tornem recorrentes. Por outro lado, a ausência de acompanhamento sistemático pode cristalizar comportamentos inadequados. Portanto, avaliações periódicas, feedback técnico e registro de desempenho fortalecem a profissionalização e a confiabilidade da equipe de proteção.
Ética, postura profissional e alinhamento institucional
A ética operacional constitui critério decisivo na seleção e permanência de profissionais de proteção, enquanto a confiança institucional depende diretamente da postura adotada em situações visíveis e sensíveis. Ernesto Kenji Igarashi frisa que profissionais alinhados aos valores da instituição tendem a agir com discrição, proporcionalidade e respeito aos limites legais.
Por fim, a atuação preserva não apenas a autoridade protegida, mas também a legitimidade da operação. Processos de seleção e avaliação bem estruturados integram técnica, comportamento e ética. Quando esses elementos caminham juntos, a equipe de proteção atua com maior eficiência, previsibilidade e solidez, atendendo às exigências contemporâneas da segurança institucional.
Autor: Oleg Volkov
