Sergio Bento de Araujo, empresário especialista em educação, expõe que o sistema educacional brasileiro vive um momento de transformação, com mudanças no currículo, ampliação do uso de tecnologia e novas possibilidades de aprendizagem fora da sala de aula tradicional. O Novo Ensino Médio e o avanço do ensino a distância (EAD) representam oportunidades importantes para tornar a formação dos jovens mais flexível, conectada com seus interesses e alinhada às demandas do mercado de trabalho.
Se você acompanha de perto a educação de adolescentes ou atua em escolas, vale conhecer como essas mudanças podem impactar positivamente o percurso formativo. Continue a leitura!
O que muda com o Novo Ensino Médio?
O Novo Ensino Médio foi estruturado para oferecer mais protagonismo ao estudante, permitindo escolhas de itinerários formativos de acordo com áreas de interesse, como linguagens, matemática, ciências da natureza, ciências humanas e formação técnica e profissional.

Segundo Sergio Bento de Araujo, essa flexibilização tem como objetivo aproximar a escola da realidade dos jovens, oferecendo caminhos mais personalizados e reduzindo a sensação de distanciamento entre o conteúdo estudado e os projetos de vida dos alunos. Além da parte comum obrigatória, os itinerários permitem aprofundamento em áreas específicas, incentivando o desenvolvimento de competências que podem facilitar a transição para o ensino superior ou para cursos técnicos e profissionalizantes.
Ensino a distância e modelos híbridos na educação básica
O avanço das plataformas digitais e das metodologias de ensino remoto ampliou o debate sobre o papel do EAD e do ensino híbrido na educação básica. Embora a legislação imponha limites para o uso integral do EAD em determinadas etapas, recursos digitais passaram a complementar o ensino presencial de forma mais estruturada.
Tal como elucida Sergio Bento de Araujo, o ensino híbrido permite combinar atividades presenciais com conteúdos online, promovendo maior autonomia do estudante e uso mais eficiente do tempo em sala de aula. Vídeos, simuladores, exercícios interativos e ambientes virtuais de aprendizagem ajudam a reforçar conteúdos e a atender diferentes ritmos de estudo.
Conexão entre escola, tecnologia e mercado de trabalho
Uma das principais vantagens do Novo Ensino Médio e do uso de tecnologias educacionais é a possibilidade de aproximar a formação escolar das competências exigidas no mundo profissional. Habilidades como comunicação digital, pensamento crítico, trabalho em equipe e resolução de problemas passam a ser trabalhadas de forma mais intencional.
A integração de projetos, atividades práticas e conteúdos tecnológicos ajuda os jovens a desenvolverem não apenas conhecimento teórico, mas também competências aplicáveis em diferentes áreas de atuação.
Sergio Bento de Araujo ressalta ainda que itinerários formativos com foco em educação profissional e técnica podem facilitar a inserção no mercado de trabalho, especialmente para estudantes que desejam começar a atuar antes de ingressar no ensino superior.
Desafios de implementação e necessidade de apoio às escolas
Apesar do potencial das mudanças, a implementação do Novo Ensino Médio e de modelos híbridos apresenta desafios importantes. Um deles é a necessidade de formação continuada de professores, que precisam se adaptar a novas metodologias e formas de avaliação.
Sergio Bento de Araujo reforça que investir na capacitação docente é essencial para que o currículo flexível realmente funcione e não se limite a alterações formais no papel. Professores preparados conseguem orientar melhor os estudantes na escolha dos itinerários e na organização de seus percursos de aprendizagem.
Educação de Jovens e Adultos (EJA) e novas oportunidades
O uso de tecnologia e metodologias flexíveis também impacta positivamente a Educação de Jovens e Adultos (EJA), ampliando o acesso à formação para pessoas que precisam conciliar estudos com trabalho e responsabilidades familiares, frisa Sergio Bento de Araujo.
Plataformas digitais, conteúdos modulares e acompanhamento remoto podem facilitar a permanência desses estudantes na escola, reduzindo a evasão e permitindo trajetórias formativas mais compatíveis com suas rotinas. A combinação entre presencial e digital também possibilita maior personalização do ensino, respeitando experiências prévias e necessidades específicas desse público.
Formação mais flexível e conectada com o futuro
O Novo Ensino Médio e a ampliação do uso de tecnologias educacionais apontam para um modelo de ensino mais flexível, personalizado e alinhado às transformações sociais e profissionais do século XXI. Quando bem implementadas, essas mudanças podem aumentar o engajamento dos estudantes e ampliar suas perspectivas de futuro.
Para Sergio Bento de Araujo, o caminho para uma formação mais conectada passa por três pilares: currículo relevante, professores bem preparados e uso inteligente da tecnologia. Ao fortalecer esses elementos, escolas conseguem oferecer uma educação que prepara não apenas para provas, mas para a vida, para o trabalho e para a participação ativa na sociedade.
Autor: Oleg Volkov
