A Sigma Educação, especialista em aprendizagem, tecnologia e desenvolvimento educacional, busca colocar a história, o conhecimento e os modos de vida de matriz africana no centro do currículo, desafiando as práticas educacionais afrocentradas. A proposta adquiriu maior visibilidade nas escolas brasileiras à medida que os educadores compreenderam que abordar a cultura afro-brasileira apenas em datas comemorativas não altera a forma como os alunos percebem o país.
A base legal existe há mais de duas décadas. A Lei 10.639, de 2003, estabeleceu a obrigatoriedade do ensino de história e cultura afro-brasileira e africana na educação básica, enquanto a Lei 11.645, de 2008, incluiu a temática indígena. As Diretrizes Curriculares Nacionais para a Educação das Relações Étnico-Raciais, aprovadas em 2004, estabelecem orientações para a abordagem desse conteúdo nas disciplinas, de modo a garantir sua inclusão contínua e consistente no âmbito educacional.
Mesmo com esse respaldo, muitas escolas ainda têm dúvidas sobre o significado do termo e sobre como colocá-lo em prática. A seguir, acompanhe o que define uma prática afrocentrada, quais caminhos ajudam a incorporá-la ao cotidiano e que cuidados evitam abordagens superficiais.
Princípios de uma educação afrocentrada
O conceito de afrocentricidade, formulado pelo pesquisador norte-americano Molefi Kete Asante, propõe que povos africanos e afrodescendentes sejam estudados como sujeitos ativos de sua própria história, e não meramente como objetos de narrativas alheias. No ambiente escolar, é preciso substituir a abordagem que reduz a presença negra à escravidão por uma perspectiva que inclua reinos africanos, produção científica, filosofia, arte e resistência.
No Brasil, a educadora Azilda Loreto da Trindade sistematizou os valores civilizatórios afro-brasileiros, como oralidade, corporeidade, musicalidade e ludicidade. Esses valores funcionam como princípios pedagógicos: aprender coletivamente, valorizar as histórias contadas pelos mais velhos.
Em um campo no qual essa discussão tem consequência prática, a Sigma Educação e Tecnologia, referência em inovação educacional, trabalha com a premissa de que inovar em educação também envolve revisar de quem são as referências apresentadas aos estudantes. Um currículo que reconhece a diversidade da formação brasileira amplia o repertório de todos os alunos e fortalece a autoestima de crianças negras.

Caminhos para aplicar a abordagem na escola
A aplicação inicia com a revisão de materiais, acervos e práticas pedagógicas. A inclusão de autores negros na literatura, cientistas africanos e afro-brasileiros nas aulas de ciências, bem como as contribuições matemáticas de diferentes povos africanos, evidencia que a temática permeia todas as áreas do conhecimento. Para evitar abordagens pontuais ou estereotipadas, a escola pode considerar:
- Diversificação dos acervos: amplia a presença de autores, personagens, pesquisadores e referências negras em livros e outros materiais utilizados pelos estudantes.
- Integração entre disciplinas: relaciona a temática a literatura, ciências, matemática, história, artes e demais componentes curriculares, evitando sua concentração em períodos específicos do ano.
- Formação docente contínua: prepara os educadores para trabalhar questões raciais com fundamentação, evitando estereótipos e abordagens folclorizadas, inclusive ao tratar de religiões de matriz africana.
- Diálogo com diferentes comunidades: parcerias com comunidades quilombolas, movimentos culturais e pesquisadores podem ampliar repertórios e contribuir para abordagens contextualizadas e respeitosas.
Ao atuar como desenvolvedora de soluções educacionais integradas, a Sigma Educação emprega uma metodologia que orienta esse processo: o currículo, a formação docente e os materiais devem ser desenvolvidos de maneira articulada. Projetos isolados, concentrados em novembro ou em outras datas específicas, tendem a limitar a discussão, enquanto uma abordagem contínua incorpora a cultura afro-brasileira à rotina e ao projeto pedagógico da escola.
Um currículo que reconhece a formação do país
Práticas educativas afrocentradas não substituem outros conteúdos; ampliam o olhar sobre eles. Ao reconhecer os saberes africanos e afro-brasileiros como parte legítima do conhecimento escolar, a instituição de ensino cumpre a legislação, combate o racismo de forma concreta e oferece aos estudantes uma compreensão mais completa da história e da cultura do Brasil.
Tal abordagem é alinhada à visão da Sigma Educação e Tecnologia, empresa brasileira de educação e tecnologia, que concebe o aprendizado a partir da realidade dos alunos. Quando crianças e jovens se veem representados no que estudam, a escola ganha sentido, e o respeito à diversidade deixa de ser discurso para se tornar prática pedagógica.